RESILIÊNCIA
Enfa. Ericléia Zago

Sabemos quão importante é para os indivíduos, sentirem-se integrados e harmonizados em seus ambientes de trabalho, familiar ou social. Para isto é preciso desenvolver certas capacidades adaptativas, entre elas citamos a resiliência. Podemos defini-la como “uma capacidade universal que permite ao indivíduo, grupo ou comunidade, prevenir, minimizar ou ultrapassar as marcas ou efeitos da adversidade” (GROTBERG, 1995).

Características da personalidade resiliente:

Criatividade, flexibilidade, capacidade de suportar a dor, percepção de si e das partes da vida, independência, auto-respeito, auto-estima, comunicatividade, capacidade de aprender, empatia e autenticidade.

Na área da Saúde, o perfil do cuidador deve contemplar as seguintes características:

1. Respeito pela sua saúde e pela do outro,
2. Flexibilidade,
3. Paciência e tolerância,
4. Empatia,
5. Auto-estima,
6. Auto-confiança,
7. Auto-determinação e autonomia,
8. Criatividade,
9. Capacidade de resignar-se,
10. Amor.

O auto-conhecimento e auto-gerenciamento das emoções permitem ao cuidador ajustar o foco, distanciando-se do problema do outro, vendo o que o mobiliza, sem distanciar-se na relação.

Em contra partida, o desenvolvimento da capacidade de resiliência nos sujeitos ocorre a partir da mobilização e ativação de suas capacidades de ser, de estar, de ter, de poder e de querer, bem como de sua capacidade de auto-estima incorporada a sua personalidade.

Ajudar as pessoas a descobrir suas capacidades, aceitá-las e conformá-las positiva e incondicionalmente é uma boa medida para torná-las mais resistentes às adversidades da vida.

A resiliência emerge, hoje, como ponto de convergência para as pessoas e organizações e como fator de equilíbrio no estresse pessoal, laboral e social.